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STF suspende R$ 29 milhões em emendas de Mogi e Suzano em investigação sobre Valdemar Costa Neto

STF suspende emendas parlamentares de Mogi das Cruzes e Suzano Mogi das Cruzes e Suzano tiveram mais de R$ 29 milhões em emendas parlamentares suspensas após ...

STF suspende R$ 29 milhões em emendas de Mogi e Suzano em investigação sobre Valdemar Costa Neto
STF suspende R$ 29 milhões em emendas de Mogi e Suzano em investigação sobre Valdemar Costa Neto (Foto: Reprodução)

STF suspende emendas parlamentares de Mogi das Cruzes e Suzano Mogi das Cruzes e Suzano tiveram mais de R$ 29 milhões em emendas parlamentares suspensas após decisão do ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF). A decisão, que veio a público nesta sexta (10), faz parte investigação de um esquema de desvio de recursos públicos por meio de emendas parlamentares do presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto. ✅ Clique para seguir o canal do g1 Mogi das Cruzes e Suzano no WhatsApp Segundo a investigação, as emendas destinadas às duas cidades eram voltadas para a área da Saúde. Suzano foi a cidade que recebeu o maior volume de recursos entre as 21 emendas parlamentares identificadas na investigação. O município lidera a lista de valores destinados pelo suposto esquema, com R$ 26.835.199. O total corresponde a duas transferências realizadas em 26 de junho de 2024: uma de R$ 15.802.140 e outra de R$ 11.033.059. Em nota, a Prefeitura de Suzano informou que os recursos foram executados conforme a legislação vigente e destinados ao fortalecimento dos serviços de média e alta complexidade na área da saúde. A administração municipal afirmou ainda que não foi notificada nem procurada por qualquer órgão de investigação ou de controle para prestar esclarecimentos sobre o caso (leia a íntegra da nota abaixo). Já Mogi das Cruzes consta como beneficiária de uma emenda de R$ 3 milhões, empenhada e paga em 10 de novembro de 2025. Segundo a Prefeitura de Mogi, o recurso foi destinado à Santa Casa de Misericórdia para a realização de um mutirão de cirurgias eletivas. Do total, R$ 1 milhão foi aplicado em procedimentos ortopédicos, R$ 500 mil em outras cirurgias de média complexidade e R$ 1,5 milhão em cirurgias de alta complexidade. A prefeitura informou ainda que, até o momento, não foi procurada por nenhum órgão de investigação ou de controle para prestar esclarecimentos sobre o caso (confira a nota compelta abaixo). De acordo com a Polícia Federal, Valdemar Costa Neto utilizava sua influência para direcionar recursos, principalmente para municípios paulistas, onde concentra sua base política. As investigações apontam que, mesmo sem exercer mandato parlamentar, Valdemar influenciava de forma clandestina o direcionamento das emendas. Segundo a PF, ele contava com a atuação de servidores da Câmara dos Deputados para destinar recursos públicos de acordo com seus interesses. Valdemar Costa Neto, presidente do PL, em imagem de novembro de 2022 Wilton Junior/Estadão Conteúdo LEIA MAIS Valdemar é suspeito de desvio de R$ 119 milhões em emendas e de associação criminosa, aponta PF Alvo da PF, ex-assessora de Lira diz que é 'técnica' e emendas eram decididas por Presidência da Câmara e líderes Ainda conforme a Polícia Federal, as emendas eram tratadas como cotas pessoais, o que, segundo os investigadores, caracteriza desvio de finalidade e uso irregular de recursos públicos em benefício de uma pessoa sem mandato parlamentar. Valdemar, natural de Mogi das Cruzes, foi deputado federal de 1991 a 2005, por quatorze anos, e depois de 2007 a 2013, por mais seis anos. Por duas vezes, o político renunciou para evitar a cassação, pois era investigado por envolvimento no escândalo do mensalão. Ele está no comando do PL há 26 anos. O que diz a Prefeitura de Suzano Por meio de nota, a prefeitura informou que: "A Prefeitura de Suzano informa que todos os recursos recebidos por meio de emendas parlamentares destinados ao município são executados em estrita observância à legislação vigente, com total transparência, controle e fiscalização dos órgãos competentes. No caso dos recursos destinados à Saúde, a aplicação ocorreu exclusivamente para o fortalecimento dos serviços prestados à população, em média e alta complexidade, conforme os respectivos planos de trabalho e as normas que regem a execução de recursos públicos. A administração municipal não participa do processo de indicação ou destinação das emendas parlamentares, cabendo ao município a correta aplicação dos valores recebidos, responsabilidade que sempre foi cumprida com rigor técnico e respeito ao interesse público. A Prefeitura ressalta, ainda, que não foi notificada nem procurada por qualquer órgão de investigação ou de controle para prestar esclarecimentos sobre o assunto e permanece à disposição das autoridades, caso seja necessário". O que diz a Prefeitura de Mogi das Cruzes Por meio de nota, a Prefeitura de Mogi das Cruzes informou que: "A Secretaria Municipal de Saúde confirma o recebimento de emenda parlamentar da Comissão da Saúde, no valor de R$ 3 milhões, destinada ao incremento da Média e Alta Complexidade (MAC) do Fundo Municipal de Saúde, formalizada por meio da Proposta nº 36000705780202500 junto ao Fundo Nacional de Saúde/Ministério da Saúde. Sobre a aplicação do recurso, o valor foi integralmente repassado à Santa Casa de Misericórdia de Mogi das Cruzes, por meio do Empenho nº 19809 (23/12/2025) e da respectiva liquidação e pagamento, realizados em 14/01/2026 — ou seja, antes mesmo da decisão do STF que suspendeu a execução das emendas sob investigação, publicada em 10/07/2026. O recurso está vinculado a aditivo do Convênio nº 1/2024, já existente entre o município e a entidade filantrópica. A destinação segue plano de trabalho técnico, com justificativa epidemiológica detalhada, para realização de mutirão de cirurgias eletivas, sendo R$ 1 milhão em ortopedia, R$ 500 mil em outras cirurgias de média complexidade e R$ 1,5 milhão em cirurgias de alta complexidade (neurocirurgia e cirurgia vascular) — voltado à redução de filas de espera que somavam, à época, 838 pacientes em ortopedia e 352 pacientes em neurocirurgia/cirurgia vascular na rede municipal. A administração municipal não participa da tramitação política ou administrativa da indicação dentro da Câmara dos Deputados e não tinha qualquer conhecimento sobre possíveis irregularidades apontadas pela investigação da Polícia Federal. Sobre contato de órgãos de controle, cabe ressaltar que até o presente momento, não foram feitos contatos por qualquer órgão de controle para prestar esclarecimentos sobre o caso". Assista a mais notícias sobre o Alto Tietê